Review - MegaMan Battle Network 5 : Team Colonel - GBA


MegaMan Battle Network 4 foi um game decepcionante mas experimentou na parte de diferença entre as versões. Felizmente a Capcom aprendeu bastante com ele.

A história

Mais um dia comum em ACDC Town, Lan recebe um e-mail do seu pai para levar todo o mundo até o laboratório que ele queria mostrar algo que ele estava trabalhando. Mas antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, bandidos invadem o Sci Lab e fazem todos dormir com gás. É mais um ataque da Nebula, e o próprio Dr Regal comanda o sequestro do Dr Hikari e roubar os PETs dos amigos do Lan. Por sorte Lan estava fora da vista e por isto MegaMan não foi roubado também.


Lan acorda três dias depois e descobre que a internet foi tomada pela Nebula. E para piorar, ele recebe um alerta que o sistema do Sci Lab está sendo atacado. No final da primeira rede do jogo MegaMan e Lan são convidados para entrar em um time para libertar a internet e salvar o Dr Hikari. O time depende da versão, assim como os membros, por isto o nome de "Team Colonel" e "Team Protoman".



A história desta vez voltou a um rumo mais 'clássico' com redes dedicadas a chefes específicos e muito mais enredo entre as fases. Em Team Colonel ao invés de criar vários personagens novos, escolheram aproveitar vários personagens existentes e aprofundar ainda mais as histórias: durante o jogo, MegaMan e Lan recrutam a ajuda da Princess Pride e KnightMan; Dusk e ShadowMan; Ribitta e ToadMan do MegaMan Battle Network 2 e Higsby e NumberMan do MegaMan Battle Network original. Os únicos personagens novos no grupo são as duplas Baryl / Colonel e Dingo / TomahawkMan, que são ótimas adições. Baryl e Colonel em especial foram bem-desenvolvidos e são bem carismáticos, sendo ótimas adições a série.



O jogo tem várias reviravoltas impressionantes e o final guarda uma bela surpresa para esta versão, enquanto a versão ProtoMan o jogo acaba sem explicar tudo.

Spoilers?

Além do já sempre citado "spoiler importante" do primeiro jogo, não é necessário ser nenhum gênio para notar que o Dr Regal é a mente criminosa por trás da Nebula no jogo anterior a partir do momento que ele aparece a primeira vez. A versão Colonel usa vários personagens do segundo jogo, mas não é nada que vai estragar surpresas.
O jogo expande mais a parte dos Dark Chips que começaram no jogo anterior e não apenas deixam como um elemento que caiu de para-quedas só pra dar um drama um pouco maior para o chefe final.
Para desfrutar este jogo é muito importante ter jogado o primeiro jogo, isto não dá para deixar de ressaltar.


O Jogo

O sistema de customização do Mega e o sistema de Double Soul do Battle Network 4 foram mantidos. Não houve nenhuma mudança nesta parte, exceto que agora para poder usar os Dark Chips é necessário te-los, eles não aparecem mais do nada na sua seleção.


Agora voltou a ter mais redes especificas, mas com uma mudança: agora o jogo alterna entre redes e missões de libertação de áreas. Isto dá uma variedade muito maior e torna o jogo bem mais diversificado e interessante.
Nas redes tradicionais MegaMan derrota um Navi que depois entra para o time e ajuda a acabar com o domínio da Nebula. Após o termino desta missão, MegaMan adquire uma nova Soul para usar durante as batalhas.


As missões de libertação são a grande novidade. É uma area da rede que está sob o domínio de um Darkloid, um Navi corrompido pelos Dark Chips. A ação é dividida em turnos e o jogador tem a disposição um numero certo de aliados. Apertando o botão R pode mudar entre os Navi e eles podem ser movidos livremente pelas areas "limpas". Há pontos que estão corrompidos e os Navis normalmente tem três comandos ao apertar o botão "A": libertação, um comando especial especifico e passar o turno (que recupera um pouco da energia do personagem). Ao escolher "libertar" um painel, acontece uma batalha aleatória que deve ser encerrada em três turnos. Após a batalha, o jogo passa automaticamente até o próximo Navi até não sobrar nenhum e então os inimigos tem sua ação. Existem também os "buracos" que também devem ser liberados para destruir a barreira que protege o chefe da área, e eles também ficam invocando e repondo mini-chefes na área. Ao liberar um buraco, além de destruir os mini-chefes também costuma liberar vários painéis ao redor e por isto não dá para usar comandos especiais que liberam em área para lidar com os buracos. Se o jogador conseguir terminar a missão em um número certo de turnos é recompensado com chips raros.


Cada Navi conta com um chip especial que fica sempre disponível mas só pode ser usado uma vez e habilidades de buster carregado únicos, além de suas próprias fraquezas. Isto pode fazer muita diferença durante as missões e saber lidar com cada um deles é importante.


Lan também tem muita coisa que fazer. Há vários trechos que contam muito com a exploração do mundo real e há um mini-game de ação que chega a ser infernal, é extremamente difícil e requer várias tentativas. Mas fora isto, não é nada demais.


Gráficos

Continuaram com o novo estilo gráfico introduzido no jogo anterior, mas desta vez os cenários estão bem mais bem-trabalhados, tanto dentro quanto fora da internet.
Há vários mapas para cada uma das localidades, e como desta vez tudo acontece em Electopia há uma harmonia maior entre eles.



O jogo voltou muito as raízes dos três primeiros jogos em termos de design no geral. O que fica um pouco estranho são os visuais dos três Navis extras para enfrentar, que foram feitos por desenhistas convidados, mas era de se esperar.

Som

A qualidade antiga está de volta! As músicas estão agradáveis e se encaixam bem em cada uma das situações. Usaram muito bem os recursos limitados do portátil desta vez.



Times diferentes

Como já mencionado, existem as versões Colonel e ProtoMan. Na versão Colonel há um trecho extra no final do jogo, e na versão ProtoMan expandem mais a história do Chaud já começada no Battle Network 3. Além disto, o jogo conta com algumas diferenças gráficas e novos operadores.
Representando o MegaMan Battle Network 2 temos MagnetMan e sua nova operadora, Tesla Magnus e a dupla SearchMan / Raika estão de volta da versão Red Sun do Battle Network 4. Além deles temos os novatos GyroMan / Charlie e Meddy / Jasmine. Fora isto, cada um tem uma habilidade especial nas missões de libertação similar a versão Colonel mas são controlados de uma maneira diferente em batalha.
É mais uma questão de gosto pessoal do que qualquer outra coisa, embora o final da versão Colonel possa dar um spoiler para o próximo jogo.



Double Team

Por alguma razão a Capcom resolveu lançar uma versão com os dois jogos juntos para o DS. Se escolhe uma das versões ao começar, não dá para mudar e não é possível a comunicação entre os dois games.
Na tela de baixo há um modelo 3D do MegaMan que reage em certos pontos do enredo e ao fazer jack-in acontece uma animação bem parecida com a do anime e a tela fica vazia enquanto o Mega estiver nas redes, como se fosse mesmo o visor do PET. Falando em anime, também colocaram clipes de vozes dele em alguns momentos e voz para o Mega nas batalhas. As escolhas para as vozes do Lan e do Mega foi muito infeliz e chega a incomodar quem não está acostumado com esta versão.



Há um novo estado emocional que se o jogador falar alguma coisa no microfone e se funcionar dá bônus aleatórios durante a batalha e nas missões de libertação se dois Navis estão no mesmo painel eles podem lutar juntos com o segundo sendo uma espécie de ajudante que aparece durante os turnos. Também nas libertações dá para usar o Navi equivalente da outra versão.



E faltou revisão. De novo

Embora menos grave do que no jogo anterior, ainda há alguns erros gramaticais, principalmente na parte de pronomes. Nada que atrapalhe o jogo.

Conclusão

Incorporando as mudanças boas do Battle Network 4 e a qualidade dos três primeiros jogos, MegaMan Battle Network 5 é um excelente jogo.
Tudo no jogo é bem trabalhado, há vários elementos pós-game interessantes para fazer, a história está ótima e o sistema está impecável. As missões de libertação é uma adição que é divertida e se encaixa como um todo, dando uma dinâmica um pouco diferente. Enfim, vale a pena ser jogado.

Postar um comentário

1 Comentários

  1. É por esses e outros motivos que me fazem pensar que Team Colonel seja a versão com a história oficial

    ResponderExcluir