Review - Glory of Heracles - DS


Chamado Glory of Heracles: Proof of the Soul no Japão, este foi o primeiro título da série a ser lançado mundialmente. Feito por uma empresa chamada Paon, fundada por membros da Data West, o jogo é um titulo modesto de um grupo pequeno.

Escrito por Kazushige Nojima (Bahamut Lagoon, Final Fantasy VII/Advent Children/Before Crisis/Crisis Core, Final Fantasy VIII, Final Fantasy X/X-2 e até mesmo Kingdom Hearts I/II/Chain of Memories entre outros), o jogo começa de uma maneira bem simples: cinco personagens imortais vagam pela Grécia clássica procurando saber o porque de serem imortais. O personagem principal, um protagonista mudo, acredita ser o Heracles, assim como um outro que também entra no grupo e um personagem não-jogador. O próprio jogo brinca que onde quer que eles vão parece pintar um Heracles.
Enquanto os personagens buscam saber mais sobre eles mesmos, há uma guerra acontecendo e um dos exércitos possui os terríveis "Imortais", na verdade corpos re-animados de soldados utilizando um aparato criado pelo lendário inventor Daedalus, chamado de Craseis, responsável pela fúria dos deuses.
Claro que a história vai um pouco mais do que isto, com algumas reviravoltas bem interessantes e um uso eficiente da mitologia grega como pano de fundo, mantendo-se fiel e sem fugir demais do material.



O sistema é baseado em turnos, e tanto os personagens jogadores quanto os inimigos são posicionados em um grid de 5 colunas e duas fileiras, com posição livre. Quem está na frente é capaz de causar grande dano físico e quem fica atrás só pode atacar com armas de distancia ou magia e recupera um pouco de MP no final do turno. A ordem do turno é determinada pela agilidade, como é tradicional.
Todos os ataques especiais e magias de dano podem ser melhoradas com comandos pela stylus se assim desejar, com mini-games simples de tocar os números na ordem correta ou ficar apertando o circulo mágico o mais rapidamente possível por exemplo. Habilidades extras podem adquiridas ao visitar templos dos deuses ou estátuas de Prometeu, e algumas armas, armaduras e acessórios também podem dar habilidades ou magias quando equipados.
Um aspecto importante na batalha é o Ether. Esta é a fonte da magia do jogo, e todas as batalhas começam com um certo numero de cada um dos cinco elementos no campo. Ao usar uma magia, ela irá adicionar ou tirar um pouco deste ether, e os valores vão regenerando um pouco durante os turnos e no final do combate ele é completamente repostos. Se o personagem usar uma magia que não há Ether o suficiente, haverá um refluxo e a diferença será retirada diretamente do HP do personagem.



Os gráficos são feitos em um 3D cel-shading, sem nada de especial. Os chefes são bem grandes, inimigos variados, cidades bem diversas englobando boa parte do mediterrâneo, estas coisas. Não há vozes no jogo e a trilha é feita assinada por Yoshitaka Hirota, que eu já comentei quando escrevi sobre Shadow Hearts e a sequencia, então não tem muito oque falar. Eu curti bastante a música de batalha contra os chefes, que é em piano.
A minha única critica a este jogo é que as dungeons são muito rápidas e simples, não são um grande desafio. E sabendo evoluir os personagens, o jogo também não é grande difíceis exceto por alguns inimigos e chefes que é importante usar a estratégia (em alguns casos o jogador pode se ver em uma batalha infinita caso ele não pense direito no que fazer)

Não é um jogo grandioso ou com muitas pretensões, mas é uma surpresa agradável. Também é um jogo curto, com cerca de umas 30h. Ao terminar, é liberado um modo Survival com personagens extras, garantindo mais algumas horinhas de diversão. É um RPG competente, mas tímido que pode entreter por um tempo.


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